quinta-feira, 25 de junho de 2009

Tchau, Michael!


O que vemos NESTE INSTANTE é "LUTO"; tiras pretas dobradas; fotos; mensagens de desespero; fotos; tristeza; fotos; conscientização; fotos; aceitação; fotos; alívio; SAUDADE!...fotos.

Não tem mais o que sentir. É tudo muito rápido. Não tenho tempo de sentir a dor de uma perda. A tristeza de uma perda. A falta de uma perda.

Agora na televisão, após apenas cinco horas da morte (divulgada), já se faz um review dá vida. Não mais se tenta entender ou se tenta descobrir a causa. Isso, são águas passadas! Pfff....passou rapididnho! Já se passou todo o sofrimento e dor da perda, e já estamos no estágio da busca das glórias do passado. Das boas feitorias. Dos gestos amigáveis. De todos e quaisquer parentes. Das luvas. Dos clipes bem dançados.

Não sei. É uma impressão de que até a dor da morte é efêmera.

As alegrias do passado viram "filmes", com tempos determinados, que se transformam em simples "Breaking News!". Ao invés de exacerbarmos o bom como forma de homenagem a um postulado ( e que postulado!), usamo-nos como "tempo ao vivo", como forma de te prender em frente daquilo. Daquilo! Daquilo que eu tanto amo e tanto perco meu tempo. E que, bem ou mal, faz-me refletir. Mesmo que pouco e futilmente, mas me faz refletir. Não quero julgar isso.

Eu quero julgar o que se faz com a morte. Daquilo que se tem como bucólico da escolinha da Girafinha Feliz ("nasce, cresce, reproduz-se e MORRE"), vira-se um sensacionalismo absurdo e interminável...

...até que alguém morre (ou vai pra reabilitação), e começa-se tudo de novo. Ou "AGAIN"!

Em suma, o que eu quero dizer é que Michael Jackson morreu.

sábado, 23 de maio de 2009

Taking Back Sunday - New Again


Não consegui resistir! Primeiro, tinha combinado comigo mesmo que não ia baixar o cd caso vazasse antes do lançamento. Depois, refutando esta idéia e sendo mais coerente, forcei-me a não baixar antes do dia 2 de junho, o dia do lançamento. Trinta segundos depois, porém, estava eu fazendo o download da primeira música do último álbum da minha banda favorita. Não me arrependo nem um pouco!


De acordo com as músicas liberadas pela banda durante a finalização do disco, imaginei que o que estaria por vir seria muito diferente dos trabalhos anteriores. E realmente o era! Apesar do crescente amadurecimento, o Taking Back Sunday conseguiu se superar – e todas as expectativas – neste que é o seu 4º álbum de estúdio, intitulado “New Again”.


Antes, porém, de tecer comentários sobre o álbum, é válido comentar sobre uma das inspirações para o “new” do título do álbum: o novo guitarrista e segunda voz Matt Fazzi. Depois da saída do excelente Fred Mascherino, ficou a expectativa de saber quem seria a voz que acompanharia Adam nas músicas. Eis que elegem Fazzi para este trabalho repleto de responsabilidades. Originalmente oriundo da banda Facing New York, o novo guitarrista e vocalista traz consigo sua maneira ímpar de tocar suas semi-acústicas e uma voz aveludada, de certa maneira, bastante parecida com a do guitarrista anterior.


O que eu chamei de “amadurecimento”, no entanto, muitos chamaram de “decepção” e criticaram veementemente suas trilhas. Realmente, para quem estava acostumado com o Taking Back Sanday emo, o cd foi um grande desapontamento. Para estes, as três primeiras faixas de “New Again” devem ter tido o mesmo efeito amargo do fel. Elas são densas, céleres, rasgadas, com melodias contidas. A faixa-título, a música de abertura, começa com um estremecedor baixo distorcido em staccato liderando a banda, que dá sinais esporádicos de vida até a junção no refrão bombardeado pela voz esganiçada de Adam Lazzara repleta de melancolia. A canção seguinte, e também o primeiro single, “Sink Into Me”, é a aberração (no bom sentido) de toda a carreira da banda. A bateria avassaladora da introdução mostra o que será dali pra frente, sendo acompanhada por palmas e gritos de “hey, hey”. Totalmente sensacional! A terceira, “Lonely, Lonely”, foi o carro-chefe de toda polêmica causada pelo “novo som” da banda, pois detém todas as características já citadas: rasgada, rápida, pesada, além de ser totalmente despretensiosa. Em termos comparativos, ela segue a linha de “The Union”, quinta faixa de “Where You Want To Be”.


Daí para frente, o mundo dá uma bela volta! O Taking Back Sunday volta, ou pelo menos se aproxima, do que era antes. “Summer Man”, “Swing”, “Where My Mounth Is”, “Cut Me Up Jenny”, “Catholic Knees”, “Capital M-E” e, dando um salto em “Carpathia”, “Everything Must Go” se completam de forma nunca antes vista na carreira da banda; nenhum outro cd deles comporta tamanha coesa seqüência. Elas podem ser consideradas um upgrade da sonoridade que a banda vinha apresentando no cd e singles anteriores, especificamente em músicas como “Miami”, “Brooklin” e “Sleep”. Caracterizar essa nova sonoridade é uma tarefa árdua, e, de qualquer forma, reduziria algo complexo e embasbacante à palavras insuficientes e fracas. Porém, posso me arriscar em dizer que é melódico, moderno e repleto de muita beleza. Saibam, obviamente, que é muito mais do que três simples adjetivos.


Burlar a lei e as minhas convicções perdeu totalmente a força psicológica no meu consciente após ouvir “New Again”. Traduzindo, não me arrependo de ter ouvido o álbum antes do lançamento por meios ilegais, muito menos de não ter feito o que prometera para mim mesmo. Apesar de não darem muito espaço para as interposições de vozes – principal característica do Taking Back Sunday -, esse primoroso trabalho dessa banda magnífica (sou suspeito, pois é a minha favorita) deixou minha consciência totalmente limpa. E só corrobora para o fato que mais me atrai na banda: o seu poder de renovação. Cada álbum é uma banda diferente; em cada música, uma explosão de sentimentos letárgicos. Bons sentimentos letárgicos por assim dizer!

Beijos e até a próxima!


DOWNLOAD


NEW AGAIN (2009)

1- "New Again"
2- "Sink Into Me"
3- "Lonely, Lonely"
4- "Summer, Man"
5- "Swing"
6- "Where My Mounth Is"
7- "Cut Me Up Jenny"
8- "Catholic Knees"
9- "Capital M-E"
10- "Carpathia"
11- "Everything Must Go"

domingo, 5 de abril de 2009

Marilyn Manson - Mechanical Animals



Polêmico. Excêntrico. Midiático. Satânico. Serial Killer. Sim, Marilyn Manson até pode ser considerado tudo isso, porém há de se convir que talento e musicalidade ele tem. Sempre munidos de muito preconceito, os ouvintes do metal – e do rock, em geral – não se dão o trabalho de, pelo menos, ouvir suas músicas com “ouvidos” abertos. E é isso que proponho e almejo, de antemão, nesta resenha.

Mechanical Animals é o quarto álbum oficial de Marilyn Manson, que nada mais é que o alter ego de um ser, digamos, bastante interessante, chamado Brian Hugh Warner.

Tentar entender a cabeça de Brian é uma questão tão acadêmica quanto as questões sociológicas weberianas ou os estudos dos aparatos de vigilância de Foucault. E, neste cd, isso se sustenta, primeiro pelo personagem presente nas capas e contra-capas do disco, chamado Omega, que podemos considerar (salvo as ortodoxias e conceitos psicológicos) um álter ego do álter ego. E depois, pela sonoridade de Mechanical Animals. Arrisco dizer que houve uma amadurecida a mais do que o tempo normalmente nos trás no trabalho de Manson. Na primeira música do álbum, já se nota a diferença. E, nas demais, só se fortalece esta idéia.

Sendo mais específico e sucinto, caracterizo a sonoridade do álbum como denso e depressivo, qualidades que sempre imaginei no trabalho e som de Manson (e, para minha surpresa, ao ouvir os seus outros álbuns, não os era). Claro que as “pedradas no ouvido”, bastante recorrentes no álbum anterior, “Anti-Christ Superstar” (trocadilho com o musical Jesus Christ Superstar), estão presentes. “Rock Is Dead”, paradoxalmente (já que a música é um excelente rock’n’roll, estando longe de “estar morto”), é um excelente exemplo. Rápida, agressiva, rasgada; acabou por entrar na trilha sonora do filme “Matrix”, que está repleta de músicas de metal. Aliás, a recorrência de suas músicas em trilhas sonoras de filmes de ação ou suspense só vem recrudescer a minha fala inicial sobre a imagem que sem tem sobre o cantor.

As músicas mais pesadas, no entanto, dão lugar a semi-baladas depressivas (“semi” para não dar idéia das baladas “hardrockianas” do Poison e afins), muitas das quais quase que inteiramente levadas por violões. Destaque para “Coma White”, “Speed of Pain”, “Dissossiative” (a melhor do álbum em minha opinão), “The Last Day On Earth”, “Great Big White World” e a faixa-título do álbum.

Confesso que não tenho muito embasamento para analisar as letras. De modo geral, prendo minha atenção na melodia e na linha harmônica das canções - até mesmo pela minha formação em música. Principalmente neste álbum, que contém harmonias lindíssimas. Porém, tratando-se de Marilyn Manson, sabemos, a priori, que estas são acompanhadas por letras engajadas e sérias. O exemplo que posso dar com certeza é “Dope Show”, que critica, veementemente, a efemeridade dos “queridinhos” da mídia nos holofotes.

Ainda sobre a letra, uma coisa posso dizer sem medo do fracasso: nenhuma delas fala ou cultua nenhuma das vertentes de Satã. Não necessariamente quem é anti-cristo, como o caso de Manson, faz parte de seitas demoníacas. Ser contra Cristo não significa cultuar o capeta. O mito que envolve o artista tem fundamento, mas não é verdade. Mas tudo isso deixa a sua obra muito mais interessante e instigante.

Resumindo – ou esclarecendo melhor – Marilyn Manson é muito mais e muito menos do que dizem. Não, ele não é o Paul, amiguinho do Arnold na série “Anos Incríveis”. Sim, ele é um ser-humano, dotado de sentimentos e muita, muita inteligência. Não, ele não come criancinha. Sim, ele é talentoso. Seja na música ou nas artes plásticas. Agora, se a excentricidade de alguém te incita os pré-conceitos ante a uma causa maior – a música! -, continuem achando o Manowar os “deuses” do metal.

Beijos e até a próxima

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MECHANICAL ANIMALS (1999)

1. "Great Big White World"

2. "The Dope Show"

3. "Mechanical Animals"

4. "Rock Is Dead"

5. "Disassociative"

6. "The Speed Of Pain"

7. "Posthuman"

8. "I Want To Disappear"

9. "I Don´t Like The Drugs (But The Drugs Like Me)"

10. "New Model No. 15"

11. "User Friendly "

12. "Fundamentally Loathsome"

13. "The Last Day On Earth "

14. "Coma White"



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Pete Yorn - Musicforthemorningafter


Amantes de belas canções de pop rock e de açucaradas comédias românticas, escutem esse cara! Creio que não dá para definir Pete Yorn de forma diferente: pop rock de comédias românticas. Até mesmo pelo fato dele ter várias músicas em vários filmes do gênero e em alguns seriados - Strange Condition em "The Sweetest Thing", por exemplo.

Pete Yorn é um singelo compositor e guitarrista que teve sua carreira reconhecida quando "Strange Condition" entrou para o track list da trilha sonora de "Eu, eu mesmo e Irene". Digo apenas "reconhecida" porque creio que ele esteja longe de ser "très" famoso. "Musicforthemorningafter" é o seu primeiro disco oficial de quatro: três de estúdio e um ao vivo.

Músicas simples e repletas de melodia. Assim caracteriza as quatorze canções que formam "Musicforthemorningafter". É o típico album de quem curte um bom rock 'n' rol e está estranhamente apaixonado. Ou então para quem quer indicar alguma música para a menininha que se está afim. "Iris" do Goo Goo Dolls já está batida e ninguém mais agüenta ouvir (mentira, a música é perfeita e não da pra enjoar) e "Wasting Love" do Iron Maiden é muito pesada e o nome da banda não passa muitas áureas boas. Então, Pete Yorn é a opção perfeita: é um som diferente, novo, pouquíssimo conhecido e, principalmente, com a dose perfeita de belas harmonias, belas letras e uma voz cativante e apaixonante. Quer coisa melhor pra conquistá-la?

Apesar da produção do disco não ser das melhores, "Musicforthemornigafter" consegue hipnotizar. Os acordes abertos do violão de Pete Yorn e aquela guitarrinha com um drive bem leve vão, a cada música, prendendo a atenção. Sem falar na voz de Yorn, que dá o tom masculino do rock 'n' roll nas suas doces canções. Tanto que ele fora comparado com o chefão Bruce Springsteen.

Acho que é uma ótima opção para quem está procurando coisas novas, mas sem beirar as psicodelias do Indie ou os riffs cromáticos do rock alternativo atual. Melhor dizendo, para quem quer o mais do mesmo. Para quem quer gozar das coisas simples e bela da vida; sem pretensão alguma de exagerar na soberba ou no alternativo. Como diz nossa companhia telefônica: simples assim!

Beijos pra todos

"Life on a Chain": Uma das músicas mais rapidinhas do disco. Simples como as outras, mas muito bem estruturada. É uma daquelas que o verso todo é um grande prelúdio do refrão. É o caminho para o ápice da música que o refrão, que acaba tendo uma linha apenas e é poucas vezes repetido. Vai entender!

"Strange Condition": em minha singela opinião, a melhor do álbum e uma das melhores músicas que eu já ouvi. Até musicalmente falando, a música é bem feita, tendo várias nuances de tons durante toda a música. Verso sereno e refrão tão sereno quanto, mas com aquele "leve" peso no refrão. Destaque para a parte final da música com aquelas repetições melancólicas e lindas de uma frase até o "fade in" final. Simplesmente perfeita!

"Just Another": a primeira baladinha de "musicforthemorningafter". Linda música, totalmente de acordo com as características atribuídas a uma canção de uma comédia romântica. A voz quase que sussurrante de Pete Yorn dá um clima melancólico, mas muito interessante à música.

"Black": o verso falado de Black quebra a seção melódica que o cd vinha tendo. Porém, o seu forte e belo refrão desfaz tudo.

"For Nancy ('Cos it already is)": uma das melhores canções do álbum também. Talvez, a mais "pesada". Mas, claro, sem perder a a beleza. Um dos refrões mais fortes e bonitos que já ouvi. A música inteira é uma espera para o refrão, porém isso não deixa a música nem um pouco sacal. Ao contrário, dá a graça!

"Murray": super engraçadinha! Ela é agitadinha e com um verso bem bonitinho. Meio que no estilo das músicas sessentistas.

"June": uma música que se tivesse no Please Please Me ou Whith the Beatles, ambos dos Beatles, não ia fazer diferença nenhuma. Serena e bela.

"Sense": mais umas das canções de Yorn com refrão forte, característica de praticamente todo o disco. Belos versos, belo refrão e belas pontes.

"Closet": outra excelente música, bem ao estilo de For Nancy: agitadinha, guitarras distorcidas (de leve, claro) e refrão muito legal e grudante.

"On Your Side": tirando a bateria pesada, pode-se dizer que é uma balada. O dedilhado nas cordas mais grossas do violão - o que dá um efeito incrível - do verso não esconde tal fato. O vocal quase sussurrante também ajuda no rótulo de "balada". Linda música

"Sleep Better": aqui, os violões de Pete se tornam evidentes e mais fortes. Nada mais do que uma prova de que não se precisa de guitarras elétricas para se fazer uma bela canção de rock.

"EZ": talvez, a música mais melancólica do disco. Praticamente voz e violão. Linda música! Sem nem pôr, nem tirar.

"Simonize": mais uma bela canção para fechar o álbum (apesar do hidden track no final dela). Diferente das outras, porém com um toque de adeus.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Motion City Soundtrack - Commit This To Memory


Saindo um pouco do que eu estava programando, farei uma resenha de algo que ouvi recentemente. Minha proposta inicial era de fazer primeiro reviews de albuns que me marcaram de algum modo - positivamente, claro - e, depois, fazer dos cd's das bandas que eu tenho descoberto ultimamente. Assim, este blog teria não somente a função de dar a minha opinião, mas também de mostrar coisas novas e dicas de bandas para ouvir. Resolvi fazer isso porque sou estranhamente ansioso. Não aguento esperar. Quando eu fico entusiasmado com algo, ninguem em segura!

Bom, a resenha de hoje é do ultimo release do Motion City Soundtrack, "Commit This To Memory". Lançado em 2005, este é o ultimo de dois albuns e um ep lançados por esta banda de pop punk oriunda de Minnesota, EUA. Album este que deu o ponta-pé inicial na ideia de criar este blog. O album é tão bom que eu fiquei pensando numa forma de dizer para todo mundo, sem ser por buchicho e sem me limitar às pessoas que eu conheço.

A rotulação "pop punk" não é muito difícil de concordar, mas eu acho tão despretensiosa no que diz respeito a sua sonoridade que fica muito vago dar alguma rotulação. Dizer que uma banda faz "pop punk" é logo comparar, inevitavelmente, com bandas como Green Day, Simple Plan, Fall Out Boy, Bowling For Soup, bandas que estão mais no mainstream. Mas, excetuando, na minha opinião, o Fall Out Boy, essas bandas soam muito "clichezantes". Não sei se eu saberei explicar, mas tentarei. Elas usam muito os clichês do pop punk. Soa tudo muito forçado para parecerem uma banda de pop punk. Voz fina de adolescente; guitarra base reta; guitarra solo fazendo detalhes simples; melodias emocionantes forçadas; letras que falam sober praia, garotas, high schools etc; são tão focados nessas caracteristicas que quase não se consegue distingüir quem é quem. Não estou dizendo que são bandas ruins. Longe disso! Até porque eu gosto bastante dessas bandas. Mas quando uma coisa não é feita do coração e soa forçado, pra mim, perde créditos. Já o MCS não se enquadra tanto nisso. Você ouvindo, com certeza, dirá que é pop punk. Mas como eu falei, é muito despretensioso. Esses clichês são pouco utilizados e nem todos são usados. Por exemplo, a voz do vocalista é totalmente peculiar. Não é aquela voz de "taquara-rachada" de adolescente na purbedade, e sim, uma voz de homem. Talvez, a rotulação "pop punk"seja pela simplicidade das músicas, musicalmente falando. Mas essa simplicidade é totalmente deixada em segundo plano pela beleza e peculiaridade das músicas. Não sei. Assim que eu ouvi, bateu-me aquele aperto no coração e profetizei "Que banda foda!".

Longe de todo o preconceito que os rockeiros, metaleiros, punkers e emos têm com a MTV por ela privilegiar bandas populares, tem que se adimitir quando ela acerta. Graças a ela eu conheci bandas maravilhosas como The Killers, Bloc Party, Interpol e mais algumas que eu não estou conseguindo me lembrar agora. E com o MCS não foi diferente. Eu ja os conhecia da cena virtual de bandas de emo do site PunkRockVids.com (downloads de videos de bandas de emo e punk melódico), que eu nem sei mais se está no ar porque faz tempo que não o visito. Tinha tantos videos do Motion City Soundtrack que um dia eu resolvi baixar para conhecer. Não sei porque, mas eu lembro que eu não gostei de cara e logo deletei o video. A partir daquele dia, a minha classificação para banda era de "Eu não gosto". Até certo dia que, eu vendo a tal da MTV - o Ya Dog! mais especificamente -, passou um trecho do clipe de "Hold Me Down". Fiquei embasbacado! Música linda! Esperei até o final para saber de quem era aquela obra-prima e descobri que era deles. Como não sou cabeça-dura pra assuntos relacionados à musica - vide que eu ja ouvi milhões de vezes músicas do Santana e nunca consigo gostar, mas gostaria de gostar porque as capas dos cd's dele são lindas e me encantam -, fui logo para o Purevolume.com, outro ótimo site que me fez conhecer milhões de bandas, para ouvir mais. Voilà! Mas uma ótima banda pra minha coleção. Após ouvir algumas músicas no site, o próximo passo era conseguir baixar o cd. Infelizmente, o Brasil é um nada para essas bandas e não se vende tais cd's aqui. Quer dizer, não é isso. Vou me consertar. As distribuidoras brasileiras não se interessam muito por bandas do underground americano ou de qualquer outro underground do mundo. Por isso, o que nos resta é ficar a mercê dos amiguinhos "nerds" da internet que dispõem alguns cd's para baixar. Ou então, podemos gastar uma nota importando cd's de lá, mas eu acho que tem que gostar muito pra gastar quase 100 pilas em um cd. Mas voltando, fui no Emule e consegui baixar o Commit This Toi Memory.

Deixando de lado a minha odisséia e me focando no album, não se tem muito que falar. É um excelente album e "igualmente diferente" de muita coisa que se tem por ai. "Igual" porque há inumeras bandas com estilo parecido ao Motion City. E "diferente" porque, como eu ja disse, eles têm caracteristicas muito únicas que ficam até dificil de perceber e comentar. Você sabe que é diferente, mas não consegue identificar o quê é. Uma coisa que eu percebi é que as guitarras não usam aquelas distorções pesadíssimas que as bandas de punk rock estão com mania de usar. Aliás, nem o "power chord" é muito usado. Os acordes abertos e com um leve drive são prioridade. Claro que tem o power chord, até tem bastante, afinal, é uma banda de rock; mas a prioridade são os acordes abertos, o que da uma roupagem nova e muito interessante. O uso de sintetizadores para fazer os detalhes de algumas músicas também deu uma vida à elas. Claro que não são todas que eles usam os sintetizadores, até porque ficaria sacal e, com certeza, eu não estaria fazendo essa resenha. Mas é usado na medida certa. Algo que não é totalmente incomum mas que, da forma que eles usam, com certeza é fruto de cabeças muito bem estruturadas para fazer boas e peculiares músicas.

Enfim, são 12 excelentes canções, cheias de emoções e refrões pegajosos, como toda boa banda de pop punk. Mas que, ao ouvir, certamente falará que é unica. Não farei as análises individuais das músicas porque, por mais que seja uma banda peculiar, ela ainda é uma banda de pop punk. Então, usaria o famosos CRTL + C e CRTL V doze vezes. Porém darei destaque para a ultima faixa, a música que me fez correr atrás do Motion City, "Hold Me Down". Uma linda canção que difere das outras por ser uma "meia baladinha". Consegue ter mais melodias do que as outras e ser mais diferente ainda. Com a bateria levando a música quase inteiramente com rufadas, ela é capaz de emocionar e, ao mesmo tempo, fazer refletir como tem coisa boa ainda por vir. Contrariando o que muitos dizem - e que até foi a um tribunal da MTV -, o rock não vive do passado. Influência têm muitas, mas não é so isso. Tem muita coisa nova e boa sendo feita por ai. O que nos resta é dar uma de historiadores e sair pesquisando.

Beijos e até a proxima!

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COMMIT THIS TO MEMORY (2005)

1. "Attractive Today"
2. "Everything Is Alright"
3. "When You're Around"
4. "Resolution"
5. "Feel Like Rain"
6. "Make Out Kids"
7. "Time Turned Fragile"
8. "L.G. Fuad"
9. "Better Open the Door"
10. "Together We'll Ring in the New Year"
11. "Hangman"
12. "Hold Me Down"

segunda-feira, 19 de março de 2007

Taking Back Sunday - Where You Want To Be


Bom, pra ser o meu primeiro post, eu escolhi um cd que marcou a minha vida. Marcou e, assim como este site, foi um terapeuta pra mim. Foi um momento dificil e novo na minha vida. E este lindo álbum conseguiu o que pouca coisa conseguia na época: me deixar feliz.

"Where You Want To Be" é o segundo cd oficial do Taking Back Sunday. Lançado no dia 27 de julho de 2004, este cd marca as estreias do guitarrista Fred Mascherino e do baixista Matt Rubano, que substituiram John Nolan e Shaun Cooper, respectivamente.

É incontestável a habilidade da banda no que diz respeito a letra. Claro que na medida que o Taking Back Sunday é uma banda de "garotos" e feita para "garotos". Sem fazer comparações com Chico Buarque ou Nando Reis (ja que eu não conheço nenhum letrista americano bom), e que tambem não deixa nada a desejar. Mas, comparando com outras bandas com estilos semelhantes, a banda se destaca. Porém, além das letras incontestavelmente belas e bem estruturadas, a melodia (parte dos instrumentos; a música sem a letra) deste cd é algo embascante. A amadurecida que a banda demonstrou em "Where You Want To Be" é digna do bonequinho aplaudindo de pé do jornal "O GLOBO". Vocês podem me criticar dizendo "ahhhh, claro que amadureceu e ta diferente, há dois integrantes novos!". Mas a banda não é feita por estes dois integrantes. E os outros 3? Não participam? Se teve uma grande mudança, aposto que não foi somente a entrada do John e do Matt que determinou o novo som. As músicas são um misto de beleza e novidade. Não há exploração de clichês de beleza e mesmo assim as músicas são linda. E quando os usam, fazem de uma forma única, deixando, claro, de ser um clichê. As músicas são diferentemente belas e belamente diferentes. Não tem outra forma definí-las.

Eles adotaram meio que uma "fórmula anti-comercial" de comporem as músicas. Tá bom, vou me explicar. "Fórmula" porque esta característica, que eu vou explicar no próximo périodo, é vista na maioria das músicas. E "anti-comercial" porque estou fazendo referência à "Fórmula da Música de Sucesso" que o Dave Grohl profetizou numa entrevista à MTV:
"Pra uma música fazer sucesso, ela tem que ser esquematizada da seguinte forma: introdução, verso, refrão, introdução, verso, refrão, ponte e refrão". Mas o Taking não adota esta "fórmula" tão banal e cria uma totalmente nova, pelo menos pra mim, que funciona muito bem. Neste áalbum, eles fazem da ponte um novo refrão e um novo final. Ao invés de repetir, pela vigésima vez, o refrão depois da ponte, eles aproveitam o tema ou a melodia da ponte e criam um final novo, geralmente repleto de emoção e berros emocionalmente tensos. Não sei se eu estou sabendo explicar bem - coisa que eu deveria saber ja que serei um professor -, mas eu acho que da pra ter uma ideia. Mas, como todo bom professor, darei exemplos. Escute "Decade Under Influence", terceira faixa do cd. Depois do segundo refrão, eles entram na ponte que é "Anyone will do tonight...Close your eyes to settle". Depois, eles seguem com a ponte. Ao invés deles voltarem para o refrão, que é "Who's to say I'll have to go...", eles continuam na ponte, mas fazendo meio que uma segunda ponte e, mais pra frente, eles fazem uma terceira ponte na parte do "I'm coming over but it never was enough..." gritado. Eu acho que toda essa minha dificuldade de explicar a "formúla" que o Taking Back Sunday usou neste album, só traduz a magnitude que este o é. Somente parando para ouvir com bons ouvidos de músico que se pode perceber a beleza e a essência de um dos melhores cd's que eu ja ouvi.

Durante todo o texto, eu fiz uma comparção. Disse que o som do TBS estava novo e amadurecido. Você pode estar se perguntado em relação a que. Claro quem ao album anterior. Mas e ai? Como é este album anterior? O cd anterior a este é o "Tell All Your Friends", o primeiro cd oficial deles. Este cd é tão bom que também vai ganhar uma resenha. Mas só em nivel de esclarecimento rápido, vou falar um pouco dele. Ele é um excelente album também. Se eles não tivessem lançado o "Where You Want To Be", você ia ver como a banda já era madura. Claro que ouvindo este último, a imaturidade da banda na época fica acentuada. Mas tirando isso, a banda novamente se destaca em comparação com as outras. Um som classificado por muitos como emo, mas que em poucas partes pode se dizer que é emo. Do restante, sei la como eu classificaria. Talvez como um "punk rock agressivo melódico". Sei la. O que vale dizer é que um som diferente. Se for chamar de emo, por favor, deixe claro que é diferente de qualquer outra banda de emo ou emocore.

Em nenhum momento eu rotulei o som da banda. Enquanto eu digitava este texto, ficava pensando se eu tentava rotular ou não. Vou me arriscar, mas só pra contestar as outras rotulações que eu ja li por ai, e que eu discordo plenamente. Por mais que as pessoas dizem que é horrivel rotular as bandas e que as próprias bandas detestam se rotular, há de convir que é meio que necessário e inevitavel rotular. Não se pode dizer simplesmente que Slayer e Iron Maiden são heavy metal. O som de ambas as bandas é complemente distinto. Mas enfim! Antes de tudo é preciso dizer que o TBS faz um som diferente. Não sei se novo, mas diferente com certeza. Mas se for pra dar um rótulo, eu diria que o som do Taking Back Sunday, neste cd, é um rock melódico. "Rock" por falta de opção e "melódico" por que é há muita emoção neste disco. Eu disse "neste cd" porque é preciso criar um novo rótulo para cada album lançado por eles. O primeiro teve uma roupagem, o segundo teve uma completamente diferente e nova e o terceiro, que também vai ganhar resenha, é mais diferente ainda. Por isso que sempre quando me perguntam que tipo de som é o TBS eu digo que é rock, pra não ser injusto.

Bom, finalizo aqui a minha primeira resenha. Realmente, consegui o feito esperado. Estou bem mais aliviado e minhas tensões de músico frustrado ja diminuiram bastante. Espero não ter sido muito prolixo ou incompreensivel em certos momentos. Finalizo com algo que eu pretendo fazer em todas as minhas resenhas, que é o comentário individual de cada música. Que esta resenha ilumine as duvidas de um eventual leitor e que eu tenha aberto a sua mente. Qualquer crítica é bem-vinda e bem aceita. Fiquem a vontade.


Beijos pra todos!

"Set Phrases To The Sun" : A primeira faixa do cd. Muito bem escolhida já que é uma música mais animada e pouco complexa. Pouco complexa na estrutura e não musicalmente falando, claro. Assim como todas as outras musicas deste cd e dos outros também, tem um refrão forte. Ótima mudança de clima do verso para o refrão. É uma das poucas músicas do cd que não usam a tal "fórmula anti-comercial". Música boa, mas longe de ser a melhor.

"Bonus Mosh Pt2" : Durante muito tempo foi a minha música preferida. Tem um verso muito bonito e um refrão mais bonito e empolgante ainda. Com um riff inicial simples mas muito bem pensado, a música segue exaltando tensões até o segundo verso, depois, ela não somente exalta tensões como também nos faz gritar e ficar roxos de tanto berrar os ultimos versos. Musica simplesmente linda!

"Decade Under Influence" : "I got bad feeling about this...", vai se acostumando porque voce vai ouvir muito esta frase. Foi escolhida para ser o primeiro single do cd. Ela foi liberada no site da banda antes do lançamento e, durante algum tempo, ela foi o amenizador de ansiedades dos fãs e a ideia do que ia vir pela frente. Quem se baseiou nesta música para ter o que esperar do album inteiro, acho que teve uma bela decepção. Ela é bem diferente das outras. Ela é alegre e pra cima. Quase toda repleta de acordes felizes. Até, como sempre, o segundo refrão, quando entra o TBS tão esperneantemente conhecido por todos nós. Ótima música, bem daquele jeito diferentemente bela de ser.

"This Photograph Is Proof (I Know You Know)" : Esta música é uma das várias composições que o TBS fez para os filmes baseados nos quadrinhos. Ela foi para a trilha sonora de
Spider Man 2. Mas não se afobem, ela não toca em nenhum momento do filme. Musica boa, mas não tem nada de mais. Chega a ser meio sacal. Muito repetitiva, mas uma reptição chata as vezes. O refrão é até bonito, mas não salva a música.

"The Union" : Seria como o "peixe fora d'agua". Traduzinho: a que destoa das outras. Destoa mas sem deixar de ser boa. Aliás, é muito boa. Ela é bem agressiva e bem rápida, com melodias contidas. A emoção é passada pela agilidade da música. Demorei pra perceber como esta musica é boa.

"New American Classic" : Linda! Perfeita! Sem nem pôr nem tirar! É uma música quase toda acústica e que marca, além da sua beleza, por ter os dois vocalistas se alternando no vocal principal. Tem uma bela melodia de cordas que trauduz bem as nuânces e a dinâmica. Ainda, no final, a bateria entra dando peso a música mas sem perder a compostura. Tudo muito bem medido. Repito: perfeitamente linda!

"I Am Fred Astaire" : Uma ótima música também. Verso simples, porém belo e com refrão tão belo quanto. Mas o que marca é o Adam Lazzara gritando no final "Bree Ann", com toda a emoção sendo passada pela minusculas desafinadas da sua voz. Tudo completamente permitido pela emoção.

"One-Eighty By Summer" : Tomou o posto de Bonus Mosh Pt 2 de melhor canção deste cd. Música nervosa mas que mesmo assim ainda passa beleza. Riff inicial muito bem executado e bem feito. Diferente e bonito, assim como a essencia do Taking Back Sunday. Destaque para os berros emocionados de "Why can't you just be happy" e para o gritos completamente melancolicos no final. Sem comentários. É a melhor!

"Number Five With a Bullet" : Essa é o que pode se chamar de pop punk. Refrão marcante e simples de se cantar, aqueles que grudam na cabeça. Concretiza-se como uma ótima música com o final à la "taking-back-sunday-where-you-want-to-be", ou seja, gritado e arrastado. Muito boa música!

"Little Devotional" : Outra boa música. Não tem nada de mais. Foje da "fórmula anti-comercial", mas tem uma ponte muito bem feita. Simples, porém bem feita. Destaque para letra. Frases como "gentlemen, don't ask questions/ just keep quiet/ she'll pay attention" fazem da musica uma boa reflexão.

"...Slowdance On The Inside" : "Será 'Miss You' do Blink 182"? Não, não é. Mas lembra muito. A introdução daquela bateria rufante, típica do Travis, nos faz refletir se foi plágio ou não. Mas logo depois, a música nos obriga a esquecer isso e cair de cabeça nela. Linda! Refrão forte e pegajoso. Pontes mais fortes e pegajosas ainda, com toda a presença e melodia de Fred Mascherino nos vocais, enquanto o Adam tranforma sua melancolia e emoção em ruminos e berros ao fundo. Uma linda canção para fechar o cd. Como não podia deixar de ser, fechou com chave-de-ouro!



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WHERE YOU WANT TO BE (2004)

1. "Set Phasers to Stun"
2. "Bonus Mosh Pt. II"
3. "A Decade Under the Influence"
4. "This Photograph Is Proof (I Know You Know)"
5. "The Union"
6. "New American Classic"
7. "I Am Fred Astaire"
8. "One-Eighty By Summer"
9. "Nubmer Five With A Bullet"
10. "Little Devotional"
11. "...Slowdance On The Inside"

Musicoterapia


Oi! Eu sou o Gabriel (ou Gaboo pra muitos) e...sou um músico frustrado!!! Sim, sou. Talvez, como a maioria dos musicos do Brasil. Não sei. Acredito que sim pela quantidade de bandas que dão certo ou então pela quantidade de músicos que conseguem viver so com renda de música. Quantidade pífia!

Como a música teve que virar hobby, escolhi por fazer História pra ser professor, coisa que eu sempre me imaginei sendo, mas nunca tive vontade ou pensei na possibilidade de ser. Até o meu 2º ano, quando meu pai me perguntou o que eu pretendia fazer no vestibular. Ai, eu parei pra pensar e disse "Ahhh...vou fazer História. Vou fazer História pra...pra ser professor!!!" Isso! Vou ser professor! Mas professor? Ai que eu parei pra pensar e percebi que eu sempre me imaginava no lugar dos professores legais e engraçados que eu tive. Eu sempre me via dando aula, mas nunca pensei em realmente ser professor. Alimentei a idéia e consegui aprender a gostar da idéia de ser professor. Cá estou eu no 4º periodo de História na UFF, tentando de algum modo que a musica não fique so nos meus ouvidos e passe a ser decisiva na minha vida. Mas assim a gente toca vida.

Toco guitarra desde os meus 14 anos. Hoje tenho 20, quase 21, e a guitarra também não passou de um hobby. Um hobby muito presente na minha vida e ditador do rumo dela. Ditador porque eu praticamente vivia em função da guitarra até pouco tempo atrás e porque mudei meu jeito de ser, pensar, falar, vestir e agir por causa dela. Muita coisa mudei pra melhor, mas teve algumas ruins, que não cabe falar - até porque não é nada de mais, mas como isso não é um blog autobiográfico, não convém dizer -, que, não que eu me arrependa, mas que eu não gostei de ter passado por isso. Talvez, se não fosse a guitarra, eu seria mais um garotinho futil e sem personalidade. Não teria a integridade, a consciência, o modo de pensar que hoje tenho e que me agrada muito. Claro que meus pais tambem tiveram uma parcela nisso, mas do jeito que as coisas iam, acho que eu não seria a mesma pessoa que sou. Mas enfim! Isso tudo pra dizer que a guitarra pesou muito na minha vida, principalmente na minha adolescência, e que sou eu sou o que sou pela guitarra, ou melhor, pela musica. Falo da guitarra porque ela foi o meu elo de ligação com a musica. Na verdade, a musica que foi o verdadeiro "divisor de águas" da minha vida.

Resolvi montar esse blog pra diminuir um pouco a minha frustração e ter uma coisa mais íntima com a múusica. Eu sempre quis fazer resenhas de cd's. Ahhh...esqueci de comentar que sou viciado/amante/colecionador/entusiasta de cd's. Tenho uns 280 cd's originais. Sem falar os copiados que, como colecionador de cd's que sou, não contam (é uma quantidade muito pequena pra quem se diz "colecionador" e "entusiasta" dos cd's, mas visto que eu so tenho 20 anos ainda e não trabalho, é até uma quantidade legal). Então, eu sempre tive essa vontade de fazer reviews de cd's das bandas que eu gosto. Como nenhuma revista ou site ainda (e vejam só, eu disse "ainda") não meu convidou pra fazer resenhas, eu resolvi montar esse site.

Ele se chama "Musicoterapia" por causa disso. Ele é muito mais uma terapia pra mim do que uma real vontade de expor os meus conhecimentos de música ou de músico. Não tenho nenhuma pretensão que os meus post lotem de comentários. Ainda estou pensando na ideia de divulgar o endereço do blog. Mas, como eu ja disse, esse blog é pra mim. Para eu me abrir sem ter que pagar 50 reais numa sessão com um psicólogo (que eu ja fiz e é muito bom! Recomendo a todas as ostras fechadas e mudas) e pra eu poder tambem exercer um "ofício" relacionado a música.
Bom, espero que minhas frustrações, pelo menos, diminuem e que o mundo seja mais feliz!
Beijos pra todos